A dramaturgia de Plínio Marcos será o território para essa investigação.
Pioneiro ao colocar personagens e universos marginalizados no centro da cena teatral brasileira, Plínio construiu uma obra atravessada por conflitos, relações de poder, crueza da linguagem e intensidade das relações humanas.
A escolha de Plínio não acontece por acaso. A trajetória de Marco Antonio Rodrigues tem uma relação direta com o dramaturgo: Marco integrou O Bando, trabalhando e convivendo pessoalmente com Plínio Marcos, e dirigiu diferentes textos de sua obra ao longo da carreira.
É justamente o encontro entre a especialização de Marco no Sistema Stanislavski e sua experiência direta com a obra e o universo de Plínio Marcos que constitui um dos principais diferenciais desta oficina.
Os textos serão matéria para experimentar, na prática, as ferramentas propostas por Stanislavski e investigar os caminhos que levam do texto à ação e da análise à construção da cena.
Investigação do texto a partir da ação, das circunstâncias e das relações estabelecidas em cena.
A ação como instrumento para investigação e construção do trabalho do ator e da atriz.
Experimentação prática dos fragmentos selecionados e desenvolvimento das relações entre personagens, ações e situações.
Ferramentas para ampliar a autonomia do ator e da atriz na investigação e construção da cena.
A passagem da compreensão cerebral da dramaturgia para sua materialização no espaço cênico.
A oficina é especialmente indicada para quem deseja conhecer ou aprofundar o trabalho de Stanislavski a partir de uma perspectiva prática, experimentando suas ferramentas diretamente na construção de cenas.
Não há pré-requisitos.
Marco Antonio Rodrigues é encenador teatral, fundador e diretor artístico do Folias, coletivo teatral de São Paulo, e editor da revista Caderno do Folias. Colabora também como encenador com O Teatrão, coletivo sediado em Coimbra, Portugal.
É especialista no Sistema Stanislavski pela Academia Russa de Arte Teatral, em Moscou, tendo mantido intercâmbio com Valentin Tepliakov e com a Academia Russa de Arte Teatral, em Moscou e São Paulo.
Sua trajetória guarda uma relação direta com Plínio Marcos. Marco integrou O Bando, trabalhando e convivendo pessoalmente com o dramaturgo, e dirigiu diferentes textos de Plínio ao longo de sua carreira.
Com mais de 50 encenações realizadas no Brasil e em Portugal, estão entre seus trabalhos Guarani em Chamas, para o Theatro Municipal de São Paulo; Erendira, a Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada, no Teatro Popular do SESI; Querô, uma Reportagem Maldita, de Plínio Marcos; Hamlet, 16×8; e Gagarin Way, de Gregory Burke.
Em 2025, dirigiu Gente é Gente?, de Cláudia Barral, no SESC Vila Mariana, com música original de Zeca Baleiro. Atualmente, encena Sopro, de Tiago Rodrigues.
Em seu currículo estão os Prêmios Shell, Mambembe, APCA, Molière e Villanueva, da crítica cubana, entre outros, além de numerosas indicações.
16 encontros + abertura de processo
Início: 5 de outubro de 2026
Período
5 de outubro a 1º de dezembro de 2026
Dias
Segundas e terças-feiras
Horário
20h às 23h
Formato
Curso livre | Presencial | Sem pré-requisitos
Local
Espaço Barra SP
Rua Barra Funda, 519 — Barra Funda — São Paulo — Próximo ao metrô Marechal Deodoro
Início em 5 de outubro.
Curso livre • Presencial • Sem pré-requisitos